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Corujão da fronteira

CORUJÃO DA FRONTEIRA: 19/08/2026

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Corujão da Fronteira

Coluna regional

3 min de leitura
CORUJÃO DA FRONTEIRA: 19/08/2026
Foto: Acervo Folha da Fronteira

# Corujão da Fronteira — A política de MS vista pelos bastidores

*A coruja abriu os olhos, sobrevoou Campo Grande e voltou com algumas histórias para contar.*

Na política sul-mato-grossense, muita coisa acontece longe dos microfones, das sessões solenes e das fotografias oficiais. Enquanto o público acompanha discursos e declarações públicas, nos bastidores o movimento é intenso: conversas reservadas, alianças sendo costuradas, nomes sendo avaliados e muita gente tentando descobrir para que lado sopra o vento.

A proximidade das eleições começa a mudar o comportamento dos políticos. Quem ontem estava distante hoje aparece para um café. Quem quase não se falava passa a trocar mensagens. E aquele velho conhecido “vamos conversar mais para frente” começa a ganhar outro significado.

A coruja observa que, em política, *silêncio também pode ser estratégia*. Há quem fale muito para esconder que ainda não decidiu nada. Há quem permaneça calado justamente porque já decidiu — mas prefere esperar o momento certo para anunciar.

Pelos corredores da política de Mato Grosso do Sul, uma pergunta começa a aparecer com frequência: *quem estará com quem quando a campanha realmente começar? Sim, quando realmente começar, pois, aparentemente na prática, ainda não começou apesar da campanha eleitoral ter sido iniciada no domingo passado. A pergunta que não quer se calar é: O que tá rolando será?

Deputados, prefeitos, vereadores, lideranças regionais e dirigentes partidários fazem suas contas. Cada município tem seu peso, cada liderança possui sua rede de influência e cada aliança pode representar votos importantes.

No interior, a política tem uma característica própria. O que parece pequeno em Campo Grande pode ser decisivo em uma cidade distante da Capital. Uma conversa entre duas lideranças, uma mudança de grupo ou uma aproximação inesperada pode alterar completamente o cenário de uma eleição.

E é justamente aí que a Coruja gosta de pousar.

Tem político fazendo conta. Tem partido procurando nomes. Tem liderança aguardando convite. Tem candidato dizendo que “não é candidato” enquanto conversa com todo mundo. E tem gente que já está trabalhando a todo vapor, numa tentativa desesperada de mostrar ao eleitor o que “Já fez”... ao longo de seu trajeto político.

*Na política, quem se antecipa demais pode se queimar. Quem demora demais pode perder o espaço.*

Por isso, o jogo é de paciência.

A coruja também percebe que algumas antigas rivalidades começam a perder força quando interesses políticos entram na mesa. Na política, inimigos de ontem podem se transformar em aliados de amanhã — e adversários de hoje podem voltar a sentar juntos quando a eleição exigir.

Mas nem tudo é apenas cálculo eleitoral.

Existe também a política das bases, das comunidades, das associações, das entidades, dos movimentos sociais e das lideranças que passam anos construindo relações. É nesse terreno que muitos candidatos descobrem que uma eleição não se ganha apenas com estrutura ou dinheiro: *confiança também pesa na urna.*

E quando a Coruja sobrevoa as regiões de fronteira, encontra outro ingrediente importante: a força política de municípios como Ponta Porã e de toda a região sul do Estado. A fronteira tem características próprias e produz lideranças que conhecem de perto as necessidades da população.

Por enquanto, muita coisa ainda está sendo dita em voz baixa.

Mas a Coruja está de olho.

*Quem está se aproximando de quem? Quem mudou de grupo? Quem está esperando uma oportunidade? Quem está trabalhando em silêncio? E quem está aparecendo demais?*

As respostas provavelmente aparecerão nos próximos capítulos.

Até lá, a Coruja continua sobrevoando Mato Grosso do Sul.

Porque na política, *quando todo mundo pensa que está vendo apenas o que acontece no palco, quase sempre é nos bastidores que a história está sendo escrita.*

*CORUJÃO DA FRONTEIRA* Onde a política fala baixo, a Coruja escuta.

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